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Gosto de assistir ao Criança Esperança, acho os projetos muito válidos, mas este ano o programa já valeu por mostrar o Profissão Repórter especial, onde crianças entrevistavam portadores de deficiência visual. A reportagem mostrou um pequenino guiando-se com uma espécie de brinquedo ao invés de uma bengala, para que o mesmo aprenda a se locomover. Em outro momento a professora explica que as crianças com essa deficiência precisam ser incentivadas, pois não repetem comportamentos por não enxergarem. Mas o que mais me impressionou foi a pequena Jasmine, brincando com sua alegria de criança, com a amiga, filha de deficientes visuais. Como se pudesse ver, a corajosa Jasmine andou de bicicleta e mais que isso ensinou a menina que estava fazendo a reportagem a fazer o mesmo. Criança é assim mesmo, não tem medo de nada. Quem não pode assistir não se preocupe, segue abaixo link:



Olhem eu e o Pepe dançando na foto e na outra eu, a Matilde e a Filó. Semana passada estive nesta escola conversando e brincando com alunos que leram meus livros. Muitos deles já tinham ouvido falar sobre o Braille, outros possuíam parentes com deficiência visual, o que proporcionou uma troca muito interessante. Um prof. que acompanhava uma das turmas, também conhecia bastante a realidade dos deficientes visuais. As atividades sobre os sentidos foram movimentadas e o retorno foi muito bom. Já com os amigos de Malú, fiquei encantada com a reação deles, enquanto eu contava a história e tirava os animais de pelúcia da caixa, eles iam procurando um por um no livro. Nestas horas todos gostam de cobras, aranhas e outros bichinhos estranhos. Destaque para a aluna que fez a mímica da cobra e do furão e para os desenhos do Pepe, da Matilde e a Filó modelada em massinha que eles fizeram, fiquei emocionada com a homenagem aos personagens.


Bjos estalados para toda a equipe da escola e para os alunos um no coração, soube de alunos que queriam ir, mas estavam gripados e não puderam, para eles o meu BIG BJ especial.


Fiquei um tempo fora, pois o mês de férias escolares é onde mais se trabalha em bibliotecas. Assisti no fantástico uma matéria sobre um diretor de cinema João Júlio Antunes, deficiente visual, mostrando para nós quantas coisas são possíveis se acreditarmos. A forma como ele faz para dirigir as cenas é muito interessante, ajudado pela equipe, por sua bengala e sua memória visual, já que ele não nasceu cego. É um filme totalmente inclusivo, pois possui um diretor cego, uma atriz cadeirante, descrição falada das cenas e linguagem de sinais, para que os deficientes visuais e os surdos possam assisti-lo. O filme está sendo rodado em Brasília. O diretor frisou que "é um filme para todos." Então vamos assisti-lo quando for lançado!
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