SEJAM BEM-VINDOS!!!

"Enxergar além das diferenças do outro e encontrar a maneira de trilharem juntos o caminho."

terça-feira, 1 de maio de 2012

"NÃO SABENDO QUE ERA IMPOSSÍVEL, FOI LÁ E FEZ"

Olá. Neste domingo participou do Esporte Espetacular o atleta paraolímpico Fernando Fernandes, que participará de uma quadro para o programa chamado "Desafio sem Limites". Quem já leu as postagens antigas sabe que o admiro muito, pois de um rapaz aparentemente arrogante e marrento, amadureceu, sempre com a consciência da responsabilidade que tem como pessoa pública e o quanto ele pode trazer de coisas positivas para os deficientes através de sua história. Sabe-se que todo o processo de reabilitação é muito difícil, a compreensão e aceitação do que aconteceu... mas cada vez que ele aparece há sempre uma lição de coragem e superação de limites. Muitos podem alegar que ele é rico, que é tudo mais fácil, mas isto seria diminuir o valor do que ele passa: que cada um pode descobrir o seu limite, que não são os outros que vão te dizer onde você pode chegar. Penso muito nisso, pois sofro com medo de elevador, de mar, de direção e é bem díficil... ele falou sobre isto, a questão do medo de sair para algum lugar, sem saber como será para chegar lá, devido a acessibilidade, que se tem de superar estes medos. Na realidade sempre acreditei que o conhecimento traz a liberdade, mas posso acrescentar agora que o homem que enfrenta o seu medo é realmente livre. 

FERNANDO FERNANDES NO EE 1
FERNANDO FERNANDES VÍDEO EE
"... na hora que você passa (pela linha de chegada) dá aquela sensação de abrir os braços e gritar e agradecer a Deus por tudo que passei, por tudo que estou passando e pelas dores que ainda vou passar" Fernando Fernandes
Um BIG BJ para o Esporte Espetacular por sempre mostrar estes exemplos de
vida.

sábado, 28 de abril de 2012

RECOMEÇO
Olá, meus amigos. Após todo esse tempo, volto a escrever. Infelizmente parece que na correria atual quando cuidamos de uma coisa deixamos outra pendente. No ano que passou tive que organizar vários projetos profissionais e acabei deixando meus projetos pessoais de lado. Muita coisa foi discutida e divulgada no que se refere a inclusão. Programas de TV deram uma atenção especial a este tema e conseguiu-se uma grande visibilidade que se bem utilizada, pode gerar várias ações para diminuir o preconceito. Meu destaque vai para Ítalo Romano e a pequena Íris, me encho de emoção toda vez que penso na história deles e podem ter certeza que há muitas outras histórias de superação para conhecermos. Outro grande destaque, foi o programa A Liga que exatamente há 1 ano mostrou as dificuldades no dia a dia dos deficientes, a repórter Débora Villalba enfrentou a dura realidade dos deficientes visuais.
No ano passado tive a satisfação de estar em vários lugares, conhecendo muitas pessoas legais e podendo conversar sobre leitura e inclusão, entre eles:

Escola São Marcos - Alvorada


I Encontro de Bibliotecas do Alto Uruguai - Erechim


Semana Acadêmica de Biblioteconomia - FURG / Rio Grande


Feira do Livro de Alvorada
Feira do Livro de General Câmara
Feira do Livro de POA
 

Escola Albino Hackman - Guaíba
Estou trabalhando no meu terceiro livro e fazendo tudo com calma pois tenho a coordenação de Bibliotecas de 10 escolas, faço parte do Conselho da minha profissão e também de um grupo de incentivo a leitura da minha cidade o "Lendo Guaíba". Me organizarei para continuar postando e espero poder contribuir mais.
Forte abraço
Débora Jardim

sábado, 13 de agosto de 2011

SEMINÁRIO DEFICIÊNCIA VISUAL E AS MÚLTIPLAS DEFICIÊNCIAS:

Um Mundo a ser descoberto!



Olá. Fiquei sabendo de um evento na Escola Louis Braille de Pelotas (Um lugar para ser feliz!, é o que diz no site da Escola), de 14 a 19 de setembro. Convido a todos que puderem ir, pois vale a pena, estes eventos costumam desmistificar e esclarecer muitas coisas. Sem falar na possibilidade de conhecer outras realidades.



Saiba mais sobre a Escola.


BIG BJS.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ESCOLA ADVENTISTA

No começo de julho tive o prazer de conhecer a Escola Adventista de Viamão. Realizei as atividades com 7 turmas, fiquei muito feliz por mostrar para eles a escrita e a leitura em Braille e perceber o interesse dos alunos. O destaque foi a descoberta das palavras pelos grupos, onde todos receberam o marcador com o alfabeto e foram muito rápidos em responder, observo que geralmente os pequenos são mais rápidos que os adultos. Destaque também para a biblioteca da escola, um lugar muito aconchegante e iluminado. No final de uma das atividades, contei a história do meu 2º livro, enquanto minha filha Ariel, mostrava os personagens para os alunos que, como sempre, queriam pegar todos os bichinhos. É muito gratificante ver o encantamento deles com a história e o retorno que eles dão com seus próprios bichinhos de estimação.


BIG BJS para a equipe, para as profas. e em especial para a Grasi Bueno, que me convidou e os pequenos que brincaram comigo.

Saiba mais sobre a Rede Adventista.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CAICA - Centro de Atendimento Integral à Crianças e Adolescentes

No final de junho tive o prazer de conversar com professores da rede pública de Camaquã, através de uma capacitação do CAICA. A abertura do evento com uma peça sobre o respeito às diferenças foi muito bonita e o cuidado com o cenário, feito de material reciclável, me chamou a atenção. Infelizmente o Paulo não pode ir e pela primeira vez fui sozinha trabalhar com os profs., mas meu amor pela tema me encheu de coragem. O trabalho feito pelo Centro é admirável, com vários especialistas trabalhando para crianças e adolescentes e com uma estrutura excelente proporcionada pela sede nova, ao lado do teatro Coliseu (outro local maravilhoso, onde foi o evento). Inclusive as escolas fazem um trabalho de inclusão que vi em poucas cidades. Uma das coisas que me deixa mais feliz é poder falar sobre Literatura Inclusiva, pois desta forma somo meu conhecimento como Bibliotecária e leitora. O local estava lotado e além do meu livro, conversei sobre obras das editoras Saraiva, Mercado Aberto, ULBRA, Ed. do Brasil. Agora tive acesso a uma coleção da Ática sobre diferenças que vou começar a utilizar também.

BJS estalados aos profs. da cidade, para o pessoal da CAICA, para o Vanderlei que me aguentou na viagem de ida e volta e um mais que especial para a Roberta, coordenadora das Bibliotecas das Escolas de Camaquã. Só tenho a agradecer pela oportunidade.

terça-feira, 26 de julho de 2011

INSTITUTO STA. LUZIA

Em junho, estive no Instituto Sta. Luzia, conhecido por seu trabalho com deficientes visuais, mas que hoje em dia é uma escola que atende na sua maioria alunos sem esta deficiência. Pude conversar com crianças que estudam e convivem diariamente com deficientes visuais. Para mim foi muito emocionante poder realizar as dinâmicas com crianças com deficiência visual, ver que as brincadeiras funcionam e que elas se divertiram, isto vai ficar para sempre na minha memória. Poder ver o trabalho que eles realizam na escola, sua Biblioteca e o interesse dos alunos pelos livros foi tudo de bom.


Bjs estalados para toda a escola e para o pessoal da Ler & Saber, que me levou até lá.

** As fotos (como sempre) vem depois.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

DEPOIMENTO DE VITÓRIA

Segue abaixo scrap do facebook de Vitória, onde ela conta uma situação que mostra claramente que estamos engatinhando em matéria de inclusão. E que a ignorância está sendo perdoada demais, na realidade soma-se ignorância (fato de ignorar) com falta de educação. Repassem este absurdo... para que no futuro tenhamos realmente uma VITÓRIA sobre o preconceito.

Por ser cadeirante, fui impossibilitada de assistir um filme no Cinemark do Bourbon Ipiranga.

por Vitória Bernardes, quinta, 21 de julho de 2011 às 15:03

Dia 18 de julho de 2011, segunda-feira, fui ao Cinemark do Bourbon Shopping Ipiranga, em Porto Alegre, RS. O que era um programa simples, tornou-se inacreditavelmente “impossível”.

Eu e mais 03 primos compramos os ingressos e entramos na sala de cinema. Constatando a dificuldade de visualizar a tela, devido sua proximidade, pedi para minha prima, Bruna, solicitar a ajuda de um funcionário. Devido sua demora, solicitei que minha outra prima, Gerusa, fosse verificar o que estava ocorrendo. Minutos depois, elas entraram acompanhadas pelo gerente, senhor Maurício. Ele afirmou que o Cinemark proíbe seus funcionários de prestar auxílio como “este” aos seus clientes. Ou seja, o Cinemark, além de não disponibilizar um local decente para cadeirantes, proíbe seus funcionários de os colocarem em uma poltrona onde possam, ao menos, ver o filme. Apesar de preferir me locomover livremente e saber das leis que asseguram esse direito, abdiquei disso para me adequar ao serviço precário oferecido e, mesmo assim, escuto do representante da empresa que isso NÃO É POSSIVEL?!

Como o filme estava prestes a começar, minhas primas decidiram que elas mesmas me colocariam na poltrona. Nesse momento, o gerente “informou” que esta ação não poderia ser feita dentro do estabelecimento. Além de não ajudar, proibiu minhas primas de prestarem esse auxílio.

No primeiro momento da solicitação, quando a Bruna ainda estava sozinha, o senhor Maurício comentou que o cinema não tinha “estrutura”, pois era feito para “pessoas normais”. Normal, anormal ou qualquer outro rótulo ou denominação que queiram dar, não importa. Tenho limitações sim, mas, como qualquer outra pessoa, paguei por um serviço, pelo qual não fui informada que não poderia usufruí-lo.

Durante este lamentável acontecimento, meu único desejo era me esconder, chorar de raiva, pois além de me sentir severamente lesada como consumidora, me senti diminuída como pessoa. E pior, pelo tom usado pelo funcionário, me senti culpada por estragar o passeio das pessoas que me acompanhavam, entre elas, uma criança.

Além de tudo, por instantes, o gerente me fez acreditar que o problema em questão era eu, e não sua empresa... Que inversão de valores é essa?

O caminho mais simples é “deixar assim”, mas me nego a considerar essa possibilidade. Por isso, peço que ajudem minha voz, que continua embargada, a ser ouvida por outros, sejam eles donos de estabelecimentos ou pessoas que, devido às injustiças vividas diariamente, desistem de lutar por seus direitos, por menores que sejam, como assistir um filme numa segunda-feira a tarde...

Agradeço a colaboração!

Grande abraço,

Vitória Bernardes

21/07/2011